
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstrou confiança na vitória no segundo turno da eleição presidencial, durante entrevista a jornalistas nesta segunda-feira (12/10), após participar de uma missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, na capela do Palácio da Alvorada.
Na disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), Lula afirmou estar convencido de que vencerá o pleito e associou a expectativa de reeleição à continuidade das políticas do governo. “Estou convencido de que nós ganharemos essas eleições, porque o povo brasileiro está desejoso de uma mudança com quem sabe fazer mudança”, declarou.
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Na entrevista, Lula destacou o programa Minha Casa, Minha Vida e afirmou que o governo encontrou 87 mil moradias com obras paralisadas ou em condições de abandono quando voltou ao poder. Segundo o presidente, a administração retomou os trabalhos e pretende entregar outras 3 milhões de casas.
Ele disse acreditar que, no próximo ano, todas as unidades contratadas estarão concluídas. Lula também defendeu investimentos em educação, cultura e formação profissional, citando a ampliação do ensino em tempo integral e a instalação de bibliotecas em conjuntos habitacionais. Ao comparar os projetos em disputa na eleição, o presidente contrapôs iniciativas voltadas à educação e à cultura ao que classificou como valorização das armas.
Lula também afirmou que espera avanços no Congresso Nacional em pautas trabalhistas e de segurança pública. Sobre o fim da escala 6x1, o presidente disse que espera a aprovação da proposta ainda nesta semana e defendeu a redução da jornada sem corte salarial.
A PEC 221/2019, já aprovada pela Câmara e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, está em discussão no plenário da Casa. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou a votação em primeiro turno para quarta-feira (14/10), após as duas sessões de discussão que faltam para concluir essa etapa.
A proposta prevê reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado. Para entrar em vigor, ainda precisa ser aprovada em dois turnos no Senado, com pelo menos 49 votos favoráveis em cada um.
O presidente ainda defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública, vinculada à discussão da proposta de emenda à Constituição sobre o tema. E mencionou ainda planos para ampliar a atuação federal, reforçar as forças policiais e transformar 138 presídios estaduais em unidades de segurança máxima.
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