
A eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 serviu de gancho para a deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) cobrar celeridade na pauta que extingue a escala de trabalho 6x1. Em publicação nas redes sociais neste domingo (5/7), a parlamentar comparou a derrota do Brasil em campo à situação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho e garante dois dias de descanso para cada cinco trabalhados.
Na mensagem, Erika afirmou que, diferentemente do resultado esportivo, determinado pela capacidade das equipes dentro das quatro linhas, o Senado possui condições de promover uma “vitória” para os trabalhadores ao avançar com a análise da matéria. A deputada criticou a demora na tramitação da proposta e afirmou que a PEC está parada há mais de um mês, acusando setores da oposição e representantes do empresariado de atuarem para esfriar o debate. "O povo está sendo derrotado", comentou.
A manifestação ocorre em meio à pressão de movimentos sindicais e de parlamentares favoráveis à redução da jornada de trabalho. A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de maio, após meses de mobilização nas redes sociais e no Congresso Nacional. O texto estabelece a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, preserva os salários e cria uma regra que substitui a tradicional escala 6x1 por um modelo com dois dias de descanso para cada cinco trabalhados.
Desde que chegou ao Senado, entretanto, a PEC não avançou para votação. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), rejeitou a possibilidade de uma tramitação acelerada e defendeu que a proposta passe pelas comissões temáticas antes de ser apreciada pelo plenário. A posição foi interpretada por apoiadores da medida como um dos principais fatores para a lentidão no andamento da matéria.
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