Caso Master

Ex-dono da Reag propõe delação e pode ampliar pressão sobre Vorcaro

João Carlos Mansur apresentou à PGR relatos sobre suposta estrutura financeira envolvendo o Banco Master. Acordo ainda depende de análise da Procuradoria e de homologação no STF

Proposta de Mansur ocorre em meio às investigações que apuram irregularidades envolvendo o Banco Master -  (crédito: Agência Senado )
Proposta de Mansur ocorre em meio às investigações que apuram irregularidades envolvendo o Banco Master - (crédito: Agência Senado )

O ex-presidente e fundador da Reag Investimentos, João Carlos Mansur, apresentou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma proposta de colaboração premiada com informações sobre uma suposta estrutura financeira articulada com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo os relatos, o mecanismo teria sido utilizado para ocultar a situação financeira da instituição e permitir o desvio de recursos.

A proposta de Mansur ocorre em meio às investigações que apuram irregularidades envolvendo o Banco Master. De acordo com informações divulgadas nesta quarta-feira (26/8), integrantes da PGR avaliam que os relatos apresentados pelo empresário são mais consistentes do que os fornecidos por Vorcaro em uma tentativa anterior de acordo de colaboração.

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A avaliação interna da Procuradoria é de que a delação de Mansur teria maior possibilidade de avançar por apresentar elementos considerados mais robustos para auxiliar nas investigações. A proposta, no entanto, ainda será analisada pelas autoridades responsáveis antes de uma eventual formalização do acordo.

Além das suspeitas relacionadas ao Banco Master, Mansur e a Reag também são investigados no âmbito da Operação Carbono Oculto. A Polícia Federal apura se a administradora de fundos teria sido utilizada em um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou até R$ 1 bilhão ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A Reag foi alvo de medidas policiais e acabou sendo liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central em janeiro deste ano. A instituição era responsável pela administração de fundos de investimento e passou a integrar o conjunto de empresas investigadas por possíveis irregularidades financeiras.

Caso a PGR aceite a proposta de colaboração, o acordo ainda precisará ser homologado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações relacionadas ao Banco Master. As informações apresentadas por Mansur poderão, a partir dessa etapa, ser confrontadas com documentos e outros elementos já reunidos pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.

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postado em 26/08/2026 17:59
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