
O otimismo dos empresários do comércio brasileiro atingiu o menor patamar de 2026 e manteve uma trajetória de queda, considerando o ajuste sazonal. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), divulgado nesta quarta-feira (26/8) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), registrou 101,3 pontos em agosto, redução de 0,6% em relação a julho.
Apesar da queda, o indicador permanece acima dos 100 pontos, faixa considerada de otimismo. O resultado, no entanto, aponta uma deterioração recente da confiança dos varejistas, especialmente na avaliação sobre as condições atuais da economia e dos negócios.
O subíndice de Condições Atuais, que concentra a maior insatisfação entre os empresários, registrou queda de 2,5% na comparação mensal. A Intenção de Investimentos também apresentou recuo, de 0,3%.
Em sentido contrário, a Expectativa Futura foi o único componente a registrar resultado positivo. O indicador alcançou 128,2 pontos com o aumento de 1,1% na confiança dos comerciantes em relação à economia e de 0,3% nas expectativas sobre o próprio setor de atuação.
Os empresários, por sua vez, ampliaram a intenção de investir em contratações, com alta de 0,6%, e na formação de estoques, com avanço de 0,1%.
Por outro lado, a intenção de investir em outras estruturas das empresas recuou 1,8% em relação a julho, indicando maior cautela em investimentos de maior porte. No grupo de setores ligados à venda de bens de maior valor, o indicador de Condições Atuais apresentou queda nos três grupos analisados.
O recuo mais intenso, de 4,6%, foi registrado entre empresas dos segmentos de Eletrônicos, eletrodomésticos, móveis e decoração; Cine, foto e som; Material de construção e Veículos. Supermercados, farmácias e lojas de cosméticos registraram queda de 3,5%, enquanto o setor de Roupas, calçados, tecidos e acessórios apresentou redução mais moderada, de 0,4%.

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