
A transição da Reforma Tributária ainda gera dúvidas para 41% das empresas brasileiras, aponta um levantamento da NTT DATA. A pesquisa, que ouviu mais de mil companhias em 20 estados, revela que a principal incerteza está na convivência entre o modelo atual de impostos e o novo sistema.
O diagnóstico mostra que o maior risco não está na lei, mas na dificuldade das empresas em adaptar as operações. Segundo a Navecon Contabilidade, que atende mais de 1.350 CNPJs, o atraso na revisão de processos pode elevar custos e reduzir créditos tributários a partir de 2027.
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A consultoria aponta que 27% das empresas veem as mudanças nos processos internos como o principal risco. Outros 23% temem erros de apuração e autuações fiscais, enquanto 18% citam dificuldades na integração de sistemas. Ao mesmo tempo, 65% já iniciaram projetos de adaptação, o que indica um descompasso na preparação.
Impacto vai além da área fiscal
Para o contabilista Fábio Edelberg, CEO da Navecon, a reforma exige mais do que uma adequação técnica. “A empresa precisa revisar como compra, como contrata, como registra e como se relaciona com fornecedores. O impacto não fica restrito ao cálculo do imposto. Ele chega ao custo, à margem e à capacidade de competir”, afirma.
Edelberg explica que a rastreabilidade e a qualidade da informação ganham um peso maior no novo sistema. Empresas sem controle sobre contratos, notas fiscais e cadastros de fornecedores podem perder crédito tributário ou gerar inconsistências na apuração dos impostos.
O novo modelo de arrecadação, já em fase de testes, prevê ferramentas como calculadora tributária e declaração pré-preenchida. Nele, o aproveitamento do crédito dependerá diretamente da regularidade das operações ao longo de toda a cadeia de fornecedores.
Segundo o especialista, este é o momento para um diagnóstico interno. “Quem não revisar processos, contratos, sistemas e fornecedores corre o risco de chegar a 2027 pagando mais imposto. Quem se preparar agora pode ter mais mercado, pois quem oferecer crédito cheio será mais procurado”, afirma.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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