
O cineasta pernambucano Jomard Muniz de Britto morreu nesta segunda-feira (12/10), em Recife (PE), aos 89 anos. Filósofo, professor e poeta, o cineasta era conhecido por ser um dos principais nomes da “geração-super-8”, movimento que marcou o cinema pernambucano nas décadas de 1970 e 1980.
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Jomard estava internado no Hospital Unimed desde sábado (10/10) por causa de uma infecção no pulmão. Durante a pandemia, o cineasta teve o diagnóstico de Parkinson, o que complicou ainda mais a infecção. O enterro está marcado para esta segunda (12/10) no Cemitério de Santo Amaro, na capital pernambucana.
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Jomard Muniz de Britto foi nome fundamental na história do cinema de Pernambuco e referência para as novas gerações de cineastas. Atuou no tropicalismo pernambucano e, nos anos 1960, fez parte da equipe de Paulo Freire em projetos de alfabetização de adultos. Jomard foi professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e foi afastado e preso durante a ditadura militar.
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Diretor do filme O palhaço degolado, no qual faz uma crítica social e cultural por meio de referências consagradas, ele também foi autor de quatro livros: Contradições do homem brasileiro (1964), Do Modernismo à Bossa Nova (1966), Arrecife do desejo (1994) e Atentados poéticos (2002).
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