SAÚDE

Câncer de bexiga: pesquisa revela que homens e idosos ignoram riscos

Embora mais comum em homens acima de 55 anos, estudo mostra que justamente este público conhece pouco os sintomas e os principais fatores de risco

Consulta médica e conscientização são cruciais no combate ao câncer de bexiga, que atinge mais homens e idosos -  (crédito: Flow)
Consulta médica e conscientização são cruciais no combate ao câncer de bexiga, que atinge mais homens e idosos - (crédito: Flow)

O câncer de bexiga registra cerca de 13.110 novos casos por ano no Brasil, com maior incidência em homens, que respondem por aproximadamente 70% dos diagnósticos. Apesar dos números, uma pesquisa revela um preocupante desconhecimento sobre a doença, especialmente entre os grupos de maior risco.

O levantamento, encomendado pela Pfizer e pelo Instituto Oncoguia, foi realizado pela Ipsos-Ipec com internautas de 18 anos ou mais em São Paulo e regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Belém, Recife, Porto Alegre e Distrito Federal. Os resultados mostram que homens e pessoas com mais de 55 anos, os mais afetados, são os que menos conhecem o tema.

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Desconhecimento entre os mais velhos

A pesquisa aponta que 81% dos entrevistados com 60 anos ou mais afirmam desconhecer ou apenas ter ouvido falar sobre o câncer de bexiga. O reconhecimento dos sintomas também diminui com a idade. Enquanto 70% dos participantes de 25 a 34 anos identificam sangue na urina como um sinal, esse percentual cai para 55% no grupo acima de 60 anos.

Entre os homens, 57% associam o sangue na urina à doença. Já entre os respondentes com 60 anos ou mais, 32% não sabem reconhecer os sintomas. "Como a doença é mais incidente entre o público 60+, percebemos o desafio de engajar e ampliar o conhecimento dessa população", destaca Luciana Zapata, gerente médica de Oncologia da Pfizer Brasil.

Fatores de risco pouco conhecidos

Mais da metade dos participantes reconhece o histórico familiar (58%) e infecções urinárias crônicas (57%) como fatores de risco. No entanto, o tabagismo, associado a cerca de metade dos casos de câncer de bexiga, ocupa apenas a terceira posição entre os fatores mais lembrados.

Apenas 37% dos internautas sabem que fumar está associado à doença. As substâncias cancerígenas do cigarro são filtradas pelos rins e eliminadas na urina, onde permanecem em contato com a parede da bexiga. A exposição ocupacional a produtos químicos, como tintas e borrachas, foi mencionada por 24% dos entrevistados.

Diagnóstico precoce é valorizado

Embora o conhecimento sobre riscos e sintomas seja baixo, 88% dos participantes entendem que o diagnóstico precoce aumenta as chances de sucesso no tratamento. Esse contraste reforça a necessidade de conscientização para que os sinais não sejam confundidos com problemas como infecções urinárias.

Camilla Gaspari, diretora médica de Oncologia da Pfizer Brasil, afirma que "sempre que houver sangue na urina, mesmo que apareça apenas uma vez e sem dor, é fundamental procurar avaliação médica". Outros sintomas incluem dor ao urinar, aumento da frequência urinária e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.

Para os respondentes, os principais desafios enfrentados pelos pacientes são o diagnóstico tardio (43%), a demora para iniciar o tratamento (36%) e a falta de informação (34%). Ampliar o conhecimento sobre os sinais da doença é uma das estratégias mais importantes para favorecer o diagnóstico precoce.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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postado em 26/08/2026 15:27 / atualizado em 26/08/2026 15:27
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